MONTE NEGRO – Vereador Venutti é acusado de tentar intimidar repórter durante sessão e usar termos ofensivos na tribuna

9 dezembro, 2025

Ataque verbal levanta debate sobre respeito à imprensa e limites do poder público

Em Monte Negro, durante uma sessão do Legislativo Municipal, o presidente da Câmara, vereador Venutti, foi acusado de reagir de forma agressiva a questionamentos feitos pelo repórter do portal Sintonia de Rondônia. Segundo o jornalista, o parlamentar teria utilizado palavras de baixo calão e adotado uma postura intimidatória ao responder críticas e matérias publicadas sobre sua atuação.

Jornalista afirma ter sido alvo de injúria e desqualificação profissional

O repórter relata que foi alvo de injúria e de tentativas de descredibilização, sendo chamado de “reportezinho” e acusado pelo vereador de propagar “democracia falsa”. As declarações foram feitas em tribuna, espaço institucional que exige conduta compatível com a função pública.

O profissional afirma ainda que Venutti tentou atribuir a ele fatos considerados fictícios, numa tentativa de diminuir sua imagem diante da população.

Liberdade de imprensa e fiscalização ao poder público

A situação reacende a discussão sobre o papel da imprensa na fiscalização dos agentes políticos e sobre os limites de condutas que podem configurar abuso de autoridade ou tentativa de cerceamento do trabalho jornalístico.

A Constituição Federal é clara:

  • Art. 5º, IV – garante que “é livre a manifestação do pensamento”.

  • Art. 5º, IX – assegura a livre expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação.

  • Art. 220 – determina que “a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação não sofrerão qualquer restrição”.

Essas normas reforçam que a imprensa tem função essencial para a democracia e não deve ser alvo de intimidações por parte de autoridades.

Postura de agentes públicos deve respeitar princípios democráticos

Especialistas lembram que agentes políticos, especialmente aqueles que ocupam funções de liderança no Legislativo, devem agir com transparência, respeito e tolerância às críticas, uma vez que a fiscalização jornalística é parte fundamental do processo democrático.

Qualquer tentativa de desqualificar ou intimidar profissionais da comunicação pode ser interpretada como violação dos princípios da administração pública, previstos no Art. 37 da Constituição, como moralidade, legalidade e impessoalidade.

Defesa da liberdade de expressão precisa ser preservada

A situação reforça a importância de proteger a liberdade de imprensa, garantindo que jornalistas possam exercer seu trabalho sem medo de retaliações — sobretudo dentro de instituições que deveriam zelar pelo debate democrático.

A sociedade e os órgãos fiscalizadores são essenciais para assegurar que a crítica, a investigação e a informação continuem sendo instrumentos livres e respeitados em todo o país.

rondoniareal

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